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Poda da Figueira

INVERNO, HORA DA PODA  

A poda é uma técnica utilizada para estimular a produção das plantas e conduzir seu crescimento. A figueira é uma das árvores que mais responde à poda, com uma grande brotação. A melhor época para realizar a poda é no inverno, quando a árvore está em repouso, com o crescimento vegetativo paralisado. A figueira se desenvolve bem em locais de clima temperado, mas não suporta geadas. Por isso, em algumas regiões, onde o inverno é muito rigoroso, vale a pena fazer a poda mais para frente, no mês de agosto, quando as gemas começarem a inchar.

A poda da figueira deve ser drástica, eliminando-se praticamente toda a copa. A tesoura, bem afiada, deve ser inserida logo depois dos nós e nunca em cima deles, pois é nesse local que nasce o novo broto. No final, devem restar apenas três ou quatro nós em cada ramo.

A figueira desenvolve-se bem em quase todo o Brasil, até mesmo em regiões de clima quente. No vale do rio São Francisco, por exemplo, a árvore vegeta o ano todo. O manejo utilizado para obter maior produtividade é o corte de água em determinada época para que a árvore entre em dormência e a poda possa ser feita.

Consultor: Antonio Roberto Medeiros, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado, caixa postal 403, CEP 96001-970, Pelotas, RS; tel. (53) 277-9700;
E-mail: marcehese@cpact.embrapa.br

Data Edição: 25/03/03    
Fonte: Globo Rural    


PARA PODAR UMA FIGUEIRA 

Professor Olegário, qual é a época de fazer a pode de um pé de figo?

“A poda do figo é feita após o período do frio. No Triângulo Mineiro, isso acontece depois de julho. A poda ela visa eliminar os ramos do ano para aumentar a produção. A gente pega os ramos e poda a cinco centímetros de onde ele saiu do ramo no ano anterior. Quando você tiver um ramo maior, você corta com uma tesoura maior e corta deixando duas ou três gemas. Cada gema vai ser uma nova brotação”, explica Olegário. “Após podar os ramos maiores, a gente elimina os ramos finos. O pé de figo vai ficar sem folhas”, continua.

Cortados os ramos do ano, mais alguma para cortar?

“Precisa eliminar os ramos do ano passado que estão secos”, diz o professor. “Assim se evita a entrada da broca e de outras doenças. E uma outra prática importante é a desinfecção de onde aconteceu as feridas, com a pasta bordalesa”, continua.

Anote aí fórmula da pasta bordalesa:

2 kg de cal
10 litros de água
1 kg de sulfato de cobreData Edição: 14/07/03    
Fonte: Globo Rural


PODA E CONDUÇÃO DA FIGUEIRA
 
Rafael Pio*; Edvan Alves Chagas**

1. INTRODUÇÃO
A figueira é uma frutífera com grande expansão mundial, pois apesar de ser considerada uma espécie de clima temperado, apresenta boa adaptação a uma grande variabilidade de climas, desde regiões frias até aquelas mais quentes.

O sul do estado de Minas Gerais possui boas condições para o cultivo desta fruteira, constituindo uma grande alternativa para os fruticultores da região, tendo como destaque principal a produção de figos verdes para a indústria.

2. PROPAGAÇÃO DA FIGUEIRA
A estaquia é o principal método utilizado para a produção de mudas de figueira, embora também possam ser empregados outros métodos. As estacas podem ser enraizadas previamente em viveiros ou plantadas diretamente no campo, sendo esta última forma a mais utilizada. O plantio diretamente no campo embora ainda seja o método mais utilizado, apresenta como inconveniente baixo índice de pegamento, que é também bastante desuniforme de um ano para o outro. Este método permite o uso do material retirado pela poda, preparando-se as estacas com comprimento de aproximadamente 30 a 40 cm e com 1,5 a 3,0 cm de diâmetro, o que permite a formação de mudas vigorosas. O plantio da estaca na cova é feito no sentido vertical, deixando-se 1 a 2 gemas acima do nível do solo, realizando após, uma amontoa que a cobrirá totalmente com terra solta.


3. PODA DE FORMAÇÃO
A poda engloba todos os tipos de intervenções que são efetuadas na planta, com o propósito de condicioná-la para uma produtividade rápida, elevada e mais constante ao longo dos anos. Nos primeiros 3 anos após o plantio, busca-se formar uma estrutura adequada para inserção dos ramos produtivos. A esta técnica, denomina-se “poda de formação”. Porém, mesmo durante este período inicial, a figueira já produz, de modo que torna-se difícil distinguir a poda de formação da de frutificação.
No início da brotação, deve-se selecionar o melhor broto, através de desbrotas das demais brotações quando atingirem 5 a 10 cm de comprimento. A muda será então conduzida em haste única, até atingir 40 a 50 cm de comprimento, sendo então despontada ainda no verão, ou mais tardar no inverno seguinte (julho/agosto) por ocasião da poda.

Despontando a haste principal da estaca (40 a 50 cm de altura), surgirão brotações laterais que constituirão a base ou esqueleto da planta. Esses brotos, ao atingirem cerca de 5 a 10 cm de comprimento, serão selecionados, permanecendo apenas três ramos, bem localizados, vigorosos e distribuídos, formando entre si um ângulo de 120°. Deste modo, no próximo inverno se terá a base da planta, formada pelo ramo principal com três brotos, que a partir de agora serão denominados pernadas.

A primeira poda de inverno, um ano após o plantio, consistirá no corte dos três ramos, ou pernadas, a 10 cm de seu ponto de inserção no tronco. Ao iniciar-se a brotação nas pernadas, é feita uma desbrota permanecendo apenas dois brotos bem localizados e distribuídos em cada uma das pernadas. Nesta fase, a planta terá no total seis ramos crescendo, continuando as desbrotadas das possíveis brotações que surgirem. No período de inverno (julho/agosto) do próximo ano, estes seis ramos devem ser podados a 5 cm cada, ficando uma estrutura formada por uma haste principal e três pernadas, dotadas de duas hastes cada, constituindo assim a base da planta (Figura 3).



4. PODA DE CONDUÇÃO OU FRUTIFICAÇÃO
A figueira é uma árvore caducifólia bastante ramificada, podendo atingir até 10 metros de altura, mas que raramente ultrapassa 3 metros, devido ao sistema de sucessivas podas drásticas realizadas no período de inverno (julho/agosto). Em geral, a vida útil produtiva está em torno de 30 anos variando conforme o manejo dado à planta.

Para obtenção de um pomar produtivo, o ficicultor deverá executar adequadamente diversas práticas culturais.

A poda pode ser executada durante o inverno (poda hibernal ou em seco) e durante o período de crescimento vegetativo (poda em verde). A poda hibernal é mais comumente utilizada na cultura da figueira, sendo realizada no final do inverno, próximo à época da brotação. Como a figueira produz em ramos do ano, ou seja, a produção ocorre nos ramos novos emitidos no mesmo ciclo em que produzem, a principal particularidade da poda desta espécie é a realização de poda drástica nos ramos emitidos no ciclo anterior, que ficam com 5 a 10 cm de comprimento.

Há dois sistemas de poda: o sistema tradicional e o sistema com desponte.


a) Sistema tradicional ou convencional
Após a formação da estrutura principal da planta (esqueleto), anualmente deve ser realizada a poda de frutificação, quando as plantas estiverem em repouso. Esta operação consiste na retirada dos ramos que já frutificaram. Os ramos são podados drasticamente 5 a 10 cm, deixando-se apenas a estrutura inicial da planta. Posteriormente, após a brotação, são escolhidos 1 a 2 brotos em boa posição por galho podado, de modo que os ramos cresçam verticalmente, formando um círculo à volta do tronco. Os demais brotos que aparecem são totalmente eliminados. A maioria das espécies de figueira tolera bem a poda drástica, a qual também tem benefícios no controle da broca-de-figueira (Figura 4).

Com o objetivo de acelerar ou retardar a época da colheita, a poda pode ser feita de maio a novembro, respectivamente, conforme as condições climáticas e o desenvolvimento da planta. A planta podada nestes períodos poderá ter sua atividade afetada, porém havendo vantagens econômicas. Dependendo das condições climáticas e tratos, a colheita tem início cerca de 4 a 5 meses após a poda de frutificação.


b) Sistema com desponte
Uma variante do sistema de poda de frutificação é o sistema com desponte. Esta prática vem sendo utilizada comumente por produtores de Minas Gerais para a produção de figos verdes destinados a indústria. Embora faltem algumas informações sobre o efeito destes despontes na qualidade dos frutos e crescimento da planta, os resultados têm sido promissores.

O sistema de desponte consiste em efetuar primeiramente a poda drástica normal no final do período de inverno, deixando-se apenas a estrutura inicial da planta, que neste caso, é formada apenas pela haste única (40 a 60 cm) e as três pernadas (5 a 10 cm). São escolhidos 1 a 2 brotos em boa posição por galho podado, de modo que os ramos cresçam verticalmente, as quais são despontados quando atingirem oito pares de folhas (16 folhas). Este desponte estimula a brotação das gemas apicais do ramo despontado, de modo que são emitidos, após as desbrotas, outros dois ramos. Estes novos ramos serão despontados quando atingirem 3 pares de folhas (6 folhas). Esta última operação é repetida até meados de abril, num total de 4 a 6 despontes por ciclo.

Estes despontes têm como principal efeito a emissão de novo ramos produtivos, escalonando e ampliando o período de safra e a produtividade. Por ser um tecido herbáceo, os despontes são feitos manualmente. O desponte dos ramos também é feito em pomares para figo de mesa. Cada planta, devido ao desponte, pode produzir de 1,5 a 2,5 Kg de figos verdes para a indústria, denominados “figos de ponteiro” (Figura 5).


* Engenheiro Agrônomo, D.Sc., Professor Adjunto da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE, Marechal Cândido Rondon (PR). rafaelpio@hotmail.com
** Engº Agrônomo, D.Sc., Pesquisador Centro APTA Frutas - IAC, Jundiaí-SP. echagas@iac.sp.gov.br


Data Edição: 24/10/07    
Fonte: TodaFruta    

  Fontes: 
http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=16254  às 15:00 de 18 de março de 2008.
http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=2234  às 15:04 de 18 de março de 2008.
http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=3333 às 14:56 de 18 de março de 2008.

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