Ameixa

Nomes científicos: Prunus salicina (ameixeira japonesa), P. doméstica (ameixeira européia), P. insititia (ameixeira européia), P. cerasifera (ameixeira mirabolão)

Família: Rosáceas

Nome comum: ameixa, ameixeira, ameixa-vermelha, ameixa-amarela, ameixa-japonesa.

Origem: Extremo Oriente

Muito conhecida dos brasileiros, a ameixa, originária das regiões frias da Europa e da China, deu-se bem no Sul do País, em especial nas áreas montanhosas, de clima ameno. Cultivado a muitos séculos, a fruta fornece ao organismo humano sais minerais e vitaminas (em especial a A). A medicina popular, que há muito descobriu suas propriedades terapêuticas, consagrou seu uso também como um laxante eficaz.

Descrição e característica da planta: a ameixeira é uma planta originária de clima temperado, de porte médio, com folhas caducas (caem durante o inverno). Há quatro espécies mais importantes: Prunus salicina (ameixeira japonesa), P. domestica (ameixeira européia), P.insititia (ameixeira européia) e P. cerasifera (ameixeira mirabolão). As três últimas não têm interesse comercial nas nossas condições. A P. doméstica tem grande importância em outros países, porque é a usada para a produção de ameixa-passa. As variedades dessa espécie são muito exigentes em clima frio (número mínimo em horas de frio abaixo de 7,2º C). A ameixeira mirabolão é rústica e usada como porta-enxerto e ornamentação. Como as principais variedades e híbridos cultivados no Brasil são da ameixeira japonesa, as abordagens, a seguir, são para esta espécie. Hoje existem várias variedades e híbridos tolerantes para produção em clima ameno. As folhas são lisas, cor verde-clara a verde-escura, semelhantes aos do pessegueiro. Os ramos contêm gemas floríferas e vegetativas. As gemas floríferas podem produzir 3 a 5 flores de pétalas brancas. Os frutos variam de forma, tamanho e cor em função de variedades e híbridos. A polpa é firme, amarela ou avermelhada, umas mais doces que outras, aromática e o caroço (semente), preso ou não à polpa. Quando ocorre o pegamento de grande quantidade de frutos, é recomendável fazer eliminação do seu excesso (desbaste), para aumentar o tamanho dos remanescentes. As flores são hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), mas, em grande parte, são auto-estéreis. Por esse motivo, é indispensável o plantio de outras variedades ou híbridos, fornecedora de pólen, para que ocorra boa frutificação. As variedades indicadas (Fonte: Boletim 200 do Instituto Agronômico de Campinas: Campinas, SP. 1998. 396 p.) são:
de polpa vermelha: Carmesin (IAC 2-41), Rosa Paulista (IAC 2-51), Rosa Mineira (ICA K-48), Grancuore (IAC 2-16), Januária (IAC K-52), Centenária (IAC SR-51) e Harry Pieckstone (introdução); de polpa amarela: Gema de Ouro IAC K-43), Golden Talismã (IAC k-16), Kelsey-31 (IAC K-31),Kelsey Paulista e Reubenel (introdução).
Elas se desenvolvem e frutificam bem em condições de clima frio a ameno, solos férteis, ricos em matéria orgânica e em locais não sujeitos a inundação. A propagação é feita por enxertia e não é recomendada por sementes. As plantas para porta-enxerto podem ser de mirabolão, pessegueiro da variedade Okinawa (resistente ao nematóide de galhas), ameixeira, abricó e amendoeira. As podas de formação e de frutificação, limpezas e desbrotas são fundamentais para boa produção e melhoria na qualidade dos frutos. A primeira colheita ocorre três a quatro anos após o plantio no campo.

Produção e produtividade: A Argentina e o Chile são os maiores produtores da América do Sul. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os principais produtores do Brasil. A produtividade média está entre 15 a 45 toneladas de frutos por hectare. Utilidade: a maior parte dos frutos produzidos no Brasil é consumida ao natural e como geléias, licores, bebidas e ameixa-sêca.

Valor alimentar: em 100 gramas de ameixa são encontrados os seguintes elementos: calorias 47, proteínas 0,6 g, gorduras 0,2 g, hidrato de carbono 11,9 g, fibras 0,4 g, água 87,8%, cácio 8 mg., fósforo 1,5 mg, ferro 0,4 mg, sódio 2 mg, vitamina A 40 mg, vitamina B 0,03 mg, vitamina B2 0,04 mg, niacina 0,5 mg e vitamina C 6 mg. (Fonte: Tratato de fruticultura. Salim Simão. Piracicaba: FEALQ. 1998. 760 p.).

Parte utilizada: fruto fresco ou seco.

Propriedades medicinais da ameixa
A ameixa é produzida por uma árvore da família das Rosáceas, a ameixeira, que é originária da Pérsia, do Cáucaso e da Ásia Menor, aclimatada nos Estados do Sul, apresenta grande número de variedades, várias outras frutas pertencem também à família das rosáceas: amêndoa – amarela, nêspera, morango, maçã, damasco, cereja, pêssego, pêra, framboesa etc.

Ajuda a tratar de: Afecções hepáticas (cálculos da vesícula biliar, hepatite, icterícia, fígado preguiçoso), digestão difícil, intestino preso e tosse.

– Possui fibras, carboidratos, magnésio, sódio e potássio.
– É laxativa, recomendada contra prisão de ventre.
– No controle de reumatismo, artrite, gota e arteriosclerose.

Utilidades Medicinais:
Anemia – A ameixa seca é rica em ferro (3,50mg por l00g) e portanto convêm à dieta contra a anemia ferropriva (causada por carência de ferro).
Arteriosclerose – Incluir copiosamente a ameixa fresca na alimentação ajuda a prevenir e a amenizar o processo.
Bronquite – Deve-se usar abundantemente a ameixa fresca e ameixa cozida. Misturar mel e própolis ao caldo do cozimento da ameixa e tomar uma colher de sopa de hora em hora.
Constipação intestinal – Tomar a ‘água de ameixas’: deixar de molho, durante a noite, algumas ameixas e de manhã tomar água e comer as ameixas.
Resfriado – descaroçar algumas ameixas secas e assar no forno. Quando estiverem bem duras, moê-las finamente. Acrescer uma colher de sopa deste pó a uma xícara de água quente. Pingar algumas gotas de suco de limão e adoçar com um pouco de mel. Tomar quente.
Tosse – Tomar a mesma preparação indicada em resfriado, aos goles.

Ver também:
Como realizar o plantio da ameixa:

Fontes: http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTP0-4373,00.html , às 17:35 de 18 de abril de 2008.
Essencial – Um guia prático para cuidar da saúde, Editora Nova Cultural Ltda, São Paulo, 2001.
www.todafruta.com.br Data Edição: 07/07/04
Curso Básico de Fruticultura – Engº. Agroº. Marco Moro – Escritório Regional da EMATER – Pelotas/RS – 2006.

Bibliografia:
As Frutas na Medicina Natural
Alfons Balbach
Daniel S. F. Boarim
Edição Vida Plena
(XX11) 464-3888 – Itaquaquecetuba – SP.

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